domingo, 20 de março de 2011

O tamanho do corredor...


No dicionário, o termo “corredor” ganha diversos significados. E não haveria de ser diferente... Tratemos aqui apenas do substantivo masculino ligado à arquitetura, como uma simples passagem. Simples? Talvez!

Um corredor leva há algum lugar... Um destino; seja ele qual for!

Existem corredores curtos, outros mais longos. Há escuros; claros... Meia luz. Existem altos; baixos. De tetos alcançáveis, ou realmente distantes, assim como a imensidão do céu repleto de estrelas e uma lua imensa – alguém viu na internet: a lua está mais perto do mundo. Aproveite para contar as crateras; tentar ver São Jorge.

Mas, enfim, não vamos perder muito o foco.

Já imaginou que o mundo pode caber dentro de um corredor? Ah, pode! Pode, mesmo!
Conversa de corredor é conversa banal. Ninguém para alguém no corredor para estabelecer um diálogo importante.


Em um corredor, no muito, você joga uma conversa fora, faz uma fofoca, sintetiza um tema. Agora, quando você desanda para um diálogo, no meio de um corredor: tenha certeza, o tema é sério!

E vamos combinar: há lugar melhor do que o meio de um corredor para você tratar de um tema sério?

Na frente está você com seu “assunto-pressão” – carece o hífen e as aspas para caracterizar o momento –, atrás do seu ouvinte há uma parede que impede qualquer matéria de atravessá-la. Sobram os lados. Mas naquela tensão do diálogo sério, o corredor parece ter incorporado as proporções de um universo sem fim – cabe “universo sem fim”, pois sabe-se lá se há fim no universo e qual é ele e tal...

Resumindo, não há saída considerável.

Esqueça, você está fadado: terá que desenvolver aquele assunto sério – vezes chato – do início ao fim.

Se você achou este papo muito louco, meio sem pé nem cabeça, torça para que na sua vida corredor continue sendo um simples caminho que liga um ambiente a outro e que nele prevaleçam apenas as fofocas cotidianas.

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