Filosofia: cada um tem a sua (ou não!)

A filosofia de vida da minha avó se resume em uma frase: “Feliz aquele que nasce e morre...”
Tem como ser trágico? Obviamente que não. A frase é tão absurda – ou melhor, a filosofia de vida – que atinge o status de cômico.
Importante ressaltar que ela já passou por uma depressão forte. Porém, nada justifica tamanha depreciação à vida. Ou melhor, do viver!
É tão bom acordar logo pela manhã – poderia ser um pouco mais tarde, fato... Sair para a rua, ver gente. Ouvir a mistura de sons e decifrar o conjunto de cores que cada cenário nos proporciona.
Mas, voltando a frase infeliz... Por tempos pensei que ela fosse resultado da depressão. Ponto final. Minha avó perdeu meu avô, em 1996. Na tentativa de deixá-la mais próxima de nós, alugamos uma casa no centro da cidade. A família toda mora em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.
No entanto, a ideia saiu pela culatra. Ela entrou em uma profunda depressão. Quem olha para ela hoje e vê uma foto da época, diz que está rejuvenescendo conforme os anos passam.
Bom, poderia surgir daí tamanho desproposito (a frase, a filosofia. Enfim...). Porém, medo é ver que, nas entrelinhas, talvez até de forma inconsciente, muitas pessoas vivem assim.
Impressionante como que, para alguns, tudo vira problema. Se a ponta do lápis quebra, parece que para voltar a escrever será preciso derrubar uma árvore para fazer outro lápis.
A pergunta é: como pode haver tanta baixa estima? Cabe isso tudo no ser humano?
Não é nem questão de comparar os seus problemas com os dos outros para sentir alívio. “Sempre que acontecer algo, vou pensar no drama dos japoneses.”
Não precisa disso. Aliás, isso é muito cruel. Para você se livrar de um problema, precisa medir na régua do problema alheio? Pense no problema do outro quando estiver com a mente positiva. Capaz de transmitir boas energias.
Sorrir demais gera rugas. Ser rancoroso e viver com raiva desenvolve câncer.
Bom, essas são lendas urbanas, com certa base científica. Acredite nelas ou não, escolha a melhor forma de viver. Por você e pelos outros.
Com uma parábola, fechamos:
Certo dia, um Reio chegou para um Sábio e perguntou:
- Sábio, me responda três perguntas?!
- Claro, Majestade!
- Sábio: qual é o momento mais importante da minha vida? Qual a pessoa mais importante da minha vida? Qual é a atitude mais importante que devo ter em minha vida?
Pensativo, o Sábio respondeu:
- Rei, o momento mais importante da sua vida é o AGORA, a pessoa mais importante da sua vida é QUEM ESTÁ AO SEU LADO e a atitude mais importante da sua vida é FAZER ESSA PESSOA FELIZ.
Inté!


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