terça-feira, 26 de abril de 2011

Seres pontes






Engraçado com as mais variadas situações da vida nos levam a criar metáforas, figuras de linguagem... Vezes, até contos de fadas!



Enfim, a vida está aí para nos proporcionar oportunidades: de crescimento material e humano.






A conclusão que tiro em mais um dia de vida é que está para surgir no mundo algo tão valioso quanto uma ponte. Sim, uma ponte!




Nunca, há não ser por um "efeito geográfico", duas margens de um rio encostarão suas terras.




“Pontes, são pedaços de tubos que têm alma!”




A frase acima é do suíço Toni Rüttimann (na foto do post). Guardo essas palavras, gravadas há dois anos, em um aparelho mp3 - mais, está na minha mente. O pensamento foi dito durante uma entrevista que fiz com o “construtor de pontes”, como Toni é conhecido mundialmente, em sua breve passagem por Pindamonhangaba/SP. 




Toni tem hoje 44 anos. Há exatos 21 anos, ele percorre o mundo construindo pontes em regiões devastadas por grandes catástrofes naturais, como terremotos e furacões. Faz tudo apenas com as doações em material de construção recebidas de grandes organizações. Constrói sem a ajuda do poder público. Mobiliza a comunidade local, que entendem a importância daquela obra para suas vidas, e colocam a mão na massa.




Toni abriu minha mente para o valor de uma ponte. Hoje, quando passo por um simples riacho, pisando em uma tábua atravessada que seja, entendo o quanto aquela “logística” tem valor. Talvez não para a minha breve travessia, mas na vida de pessoas que sofrem em regiões remotas, com escassez de comida e atendimento médico.




Aos poucos, fui percebendo também que os seres humanos são importantes pontes. Não todos! Mas existem, sim, os seres humanos pontes...




Peguemos como exemplo a tragédia ocorrida no início do ano nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro. Diversas empresas privadas demonstraram o interesse em colaborar com doações ou, até mesmo, estrutura local para ajudar na reestruturação da cidade.




Porém, nesta ou em outras situações, os grandes diretores das organizações, muito menos o alto escalão do poder público, irão descer de suas cadeiras para colocar, literalmente, o “pé na lama”. Essa ação fica para os profissionais intermediários, que fazem a ponte entre poder público e privado; e deles para a população. Estão aí: os seres humanos pontes!




Vale ressaltar: não é uma crítica explícita. Apenas gostaria de compartilhar meu pensamento de que existem seres humanos que são pontes. Outros, margem!




Saber quem é mais importante... Difícil, não é?




Afinal, as pontes são fundamentais para ligar as duas margens de um grande rio. Porém, existiria ponte se não existissem as margens?




Bom; paremos por aqui!

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