sexta-feira, 25 de março de 2011

Eu e a porca - a maledeta porca!


Imagine pegar na mão um ventilador para montar. Dessas peças simples, que você coloca em cima da mesa para ventilar o ambiente. Não supera o meio metro de altura...

Bom, retira-se o objeto da caixa e o coloca dividido em alguns pedaços sobre uma superfície plana. Está repartido da seguinte forma: peça do motor, suporte, grade traseira, grade dianteira, conjunto de hélices e o fixador dianteiro e uma porca.

Sim, tinha uma bendita porca!

Antes de prosseguir, cabe contextualizar. Já estamos no outono, o mês de março ainda traz as famosas chuvas do fim de verão e os dias ainda permanecem um pouco abafados. Claro, fator que explica a chuva no fim do dia...

Após chover, a temperatura cai um pouco. Porém, o calor é algo muito pessoal – assim como o frio. Alguns sentem mais; outros, menos...

Para quem sente calor em excesso, um ventilador pode ajudar. Está explicada a necessidade da montagem da simples peça. Aparentemente simples. Talvez!

Inicia-se o processo de encaixe das peças.

Ao lado está o manual de instrução. Fechado. Não faz sentido abri-lo, afinal todas as peças estão na ordem e vão se unindo. Chego a pensar que o processo virou automático. Sete peças. Todas se “encontrando” como em um passe de mágica.

Vai peça um, peça dois, peça três... Chega a hora do encaixe da porca. Depois disso, basta ligar o aparelho na tomada e refrescar o ambiente. Do abrir a caixa até a colocação da porca, lá se foram uns 10 minutos. Ao lado, não se esqueça, o manual segue fechado.

Voltando ao momento final – a colocação da porca... Ah, a maldita porca!

Cadê que não é possível realizar o simples movimento de rosquear a porca no parafuso?

Cai porca pra cá. Cai porca pra lá.

O que parecia um processo mágico transforma-se em um filme de terror. Já se foram mais 10 minutos; Apenas tentando encaixar a “maledeta” porca!

Abrir o manual para ver como se encaixa uma porca? Nunca!

No momento do nervosismo cômico, enfia-se o ventilador na tomada. Claro, óbvio, evidente: a hélice pulou. Sai rolando quarto afora!

Porca F... Porca do C...Porca dos I...

Mais 10 minutos!

Mesmo com alto grau de inconformismo, abre-se o manual. Acredite: a “P” da porca para entrar na “m” do parafuso tem que ser rosqueada no sentido anti-horário... Quem inventa uma “P” de uma porca que entra numa “M” de um parafuso no sentido anti-horário?

Não dá nem para culpar português, pois o ventilador é produzido no Brasil! Vamos poupar a marca neste caso.

Enfim, recolhe-se todas as peças que estão espalhadas pelo quarto e conclui-se a montagem.

Agora, ligar o ventilador é questão de necessidade.

O suor escorre pelo rosto.

Ventilador montado. Saldo final: 30 minutos entre o mundo mágico e o inferno em forma de porca. Ah, passados 10 minutos já fazia frio... Desliga-se o ventilador!

Feliz era na infância, quando porca não passava de um bicho rosado que grunhia.

1 Comentários:

Blogger InTrUdEr disse...

A porca é ao contrário para que a hélice girando não a afrouxe, e sim a aperte no lugar.

Quanto mais a hélice gira, mais a porca se fixa, evitando que a mesma saia voando na cara.

Também caí nessa pegadinha.

27 de agosto de 2011 às 10:50  

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